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No final dos anos 40, ainda na faculdade de Arquitetura no Rio de janeiro, percebeu que a arquitetura brasileira vivia um grande momento. Recém formado, descobriu que o interior das casas e prédios projetados por Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e companheiros não seguiam o espírito inovador das construções. “Eles usavam móveis do estilo colonial ou peças importadas. Faltava ao mobiliário a mesma identidade nacional que tínhamos conquistado na arquitetura”, conta.

 

Em 1955, fundou, em Ipanema, Rio de Janeiro, a Oca, marca que, por duas décadas, foi referência de móvel moderno no Brasil. Buscando uma linguagem própria, ele lançou mão de materiais tradicionais, como couro, palhinha e o jacarandá.

 

A aproximação de suas criações com ícones da cultura brasileira, e a não preocupação com modismos, foram fatores preponderantes na decisão do júri da IV Bienal Internacional do Móvel em Cantu (Itália / 1961) em conceder o 1º lugar à sua Poltrona Sheriff e na sua inclusão ao acervo permanente do MoMA, NY. Em meio século de trabalho e pesquisa produziu mais de 1500 modelos de móveis entre protótipos e linhas industriais. Sua paixão pela madeira o levou a criar um sistema de arquitetura modular versátil que permite a montagem desde as mais simples construções às mais complexas.

Curriculo Sergio Rodrigues

Texto Sergio Rodrigues

Enciclopédia Delta Larrousse

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